
A frase que escrevi no story… e me fez rever 23 anos
“O ego faz a gente achar que é tudo… mas somos parte de algo maior. Ninguém constrói nada sozinho.”
Toda segunda-feira cedo eu tenho um compromisso.
É uma aula de meditação com o professor Caio, dentro das práticas de yoga que faço há 15 anos com a mãe dele, minha professora Gi.
E, nesse período, com o Caio, estamos meditando sobre os temas do livro “O Valor dos Valores.”
Não tem nada a ver com negócios.
Não tem planilha, meta ou estratégia.
É um momento de pausa.
De escuta.
De voltar para dentro.
E foi depois de uma dessas aulas que algo ficou ecoando em mim.
Saí reflexiva com a minha vida, como muitas vezes acontece.
E, como faço todos os dias, fui escrever a frase do dia para o story do Instagram da Editora Mizuno.
Todos os dias tem uma.
Mas nesse dia… foi diferente.
Eu escrevi:
“O ego faz a gente achar que é tudo… mas somos parte de algo maior. Ninguém constrói nada sozinho.”
E, quando terminei, eu parei.
Porque não era só uma frase.
Era como se 23 anos passassem na minha frente, sem pedir licença.
Vieram os dias de dúvida.
Os dias de apostar em um livro sem saber se daria certo.
Os dias de dar errado, mesmo acreditando muito.
Os dias de resolver tudo ao mesmo tempo, com gente esperando, cobrando… e a gente respirando fundo e seguindo.
Vieram também os dias bons.
Os dias em que tudo se encaixou.
Os momentos em que deu certo além do esperado.
E, no meio de tudo isso, uma lembrança veio muito clara.
O dia em que entramos no prédio novo da Editora Mizuno.
07 de setembro de 2019.
Por coincidência, ou talvez não, era feriado.
Dia da Independência do Brasil.
E, naquele momento, também foi o nosso dia de independência.
Um prédio inteiro construído com o nosso trabalho.
Com esforço, com renúncias, com muitas decisões difíceis ao longo do caminho.
Eu lembro da sensação.
Não era só conquista.
Era um silêncio.
Como se, por um instante, tudo fizesse sentido.
E hoje eu entendo melhor aquele momento.
Aquele prédio não foi construído só por nós.
Ele foi construído por muitas mãos invisíveis.
Por cada pessoa que acreditou, ajudou, comprou, apoiou, caminhou junto.
Foi ali, e agora ainda mais, que eu percebo:
O ego engana a gente.
Ele faz parecer que a caminhada é individual.
Mas não é.
Nunca foi.
Tem o Rafael, que está comigo em tudo, como sócio, como parceiro de vida, como base.
Tem meus filhos, presentes todos os dias, dando sentido a tudo isso.
Tem uma equipe que não é só equipe, é construção junto.
Tem família, amigos, parceiros…
Tem autores que confiaram suas histórias.
Tem clientes que compraram, indicaram, acreditaram, e, muitas vezes sem saber, sustentaram tudo isso.
E tem também quem passou rápido… mas deixou alguma marca.
Nada foi por acaso.
Nem o que deu certo.
Nem o que não deu.
Nem quem ficou.
Nem quem seguiu outro caminho.
Tudo fez parte.
Nesse dia, olhando para aquela frase simples no story, eu entendi uma coisa que talvez eu já soubesse… mas ainda não tinha parado para sentir de verdade:
A maior conquista desses 23 anos não está só no que a gente construiu.
Está em reconhecer quem construiu com a gente.
Porque ninguém chega sozinho.
E talvez maturidade seja isso.
Lembrar.
Lembrar de cada pessoa.
De cada fase.
De cada mão estendida no caminho.
E escolher ser grata, todos os dias.
Se você chegou até aqui, obrigada.
Você faz parte dessa história, e é essencial para tudo o que construímos.
Muito obrigada por caminhar comigo.
Vocês são incríveis e essenciais para a história da Editora Mizuno.
E você… já parou para pensar em quem te ajudou até aqui?
Volte um pouco no tempo.
Lembre dos nomes, dos rostos, dos momentos.
E sinta, com calma, a paz e a gratidão por tudo o que você viveu.
Por Juliana Mizuno
Diretora da Editora Mizuno há 23 anos, com atuação direta na coordenação editorial e na formação de obras jurídicas voltadas a profissionais do Direito.
Tem experiência na produção, curadoria e difusão de conteúdo jurídico em meios editoriais e digitais, com foco em clareza, aplicabilidade e responsabilidade técnica.
